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Café com Bioeconomia #31: Oportunidades e desafios da bioeconomia na indústria farmacêutica
A edição do dia 7 de junho de 2023 do Café com Bioeconomia reuniu Cristina Ropke (Diretora de inovação da Centroflora), Julino Rodrigues (Consultor de inteligência de mercado da ABIQUIFI) e Mário Frota Júnior (Sócio-fundador e diretor-presidente da Regenera Moléculas do Mar). O encontro, que acontece quinzenalmente, foi mediado por Eamim Squizani (Pesquisadora do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras do SENAI CETIQT).
Eamim solicitou aos participantes que tecessem comentários sobre a percepção de cada um acerca do investimento em P&D pela indústria farmacêutica nos últimos anos. Ela ressaltou a necessidade de inovar de maneira contínua, especialmente hoje no contexto em que os produtos não costumam ficar no auge por muito tempo. As oportunidades de fomento e o engajamento do setor industrial foram pontos recorrentes ao longo da discussão.
Cristina observou que nos últimos 3 anos houve mudança significativa no setor farmacêutico, pois as empresas estão investindo mais nos projetos de maior risco. Ela acredita que isso possa ser devido às oportunidades de fomento, que evoluíram e atualmente auxiliam nas parcerias para inovação, mas também porque há perspectiva de que os medicamentos genéricos deixem de ser tão interessantes no futuro. Cristina também comentou sobre a importância da legislação de acesso a patrimônio genético e sua missão de encontrar modelos econômicos maduros que beneficiem a todos.
Julino frisou que as ações de engajamento das empresas precisam ser contínuas e que é necessário agir com responsabilidade, pois tudo deixa marcas que irão refletir nas comunidades e nas políticas públicas. Ele também comentou que há muitas políticas que não olham para toda a cadeia e acabam por não conectar todas as etapas. Para resolver essa questão ele sugeriu conversas com as empresas e associações. Julino explicou ainda que considera importante que haja regulações mais ajustadas às empresas que investem em bioeconomia, de maneira que a discussão precisa ser levada ao governo.
Mário comentou sobre a grande cobrança para que os projetos deem resultados rápido e sobre o momento em que percebeu que a Regenera não poderia ser somente focada em fármacos devido à complexidade e morosidade dos desenvolvimentos. Nesse sentido, completou dizendo que o Brasil precisa melhorar o arcabouço regulatório e tributário de maneira a beneficiar quem está trabalhando com bioeconomia. Para ele, a inovação é na maioria das vezes incremental e não disruptiva, pois os empresários não querem comprar o risco. No entanto, assim como Cristina, Mário também percebeu movimento de aumento nos investimentos. Ele acredita que a edição gênica irá despontar como tendência para geração de moléculas e para o setor agro.
O Café com Bioeconomia é um evento quinzenal, on-line e interativo, no qual palestrantes e público discutem temas relevantes para a área. Quer receber nossa agenda e participar? Inscreva-se em: https://portaldebioeconomia.com/
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Hidrogênio verde pode ser segredo para zerar emissões na siderugia
A substituição do carvão pelo hidrogênio verde pode fazer com que a indústria de aço cumpra com as metas globais de emissões de gases até 2040.
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Roadmap de créditos de biodiversidade é lançado para mobilizar financiamento global da natureza
Secretário de Meio Ambiente e Ministro de Estado francês lançaram em junho de 2023 um roadmap com objetivo de mobilizar o financiamento global da recuperação da natureza.
Clique aqui para mais informações.
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Evento discute propostas para superar desafios acerca do desenvolvimento sustentável da Amazõnia
Especialistas discutiram desenvolvimento sustentável da Amazônia em evento que está disponível no Youtube.
Para assistir, clique aqui.
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Beneficiamento do latex toma novos rumos nas mãos de mulheres no Pará
Comunidade ribeirinha no Pará deixa de ser fornecedora de látex e passa a beneficiar o material, produzindo bolsas e roupas com couro ecológico além de biojóias. A máquina que automatizou o beneficiamento vem trazendo muitos beneficios à localidade.
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Café com Bioeconomia #32: O cooperativismo na construção da bioeconomia dos biomas
A edição do dia 21 de junho de 2023 do Café com Bioeconomia reuniu Eduardo Rocha (Consultor, facilitador e Gerente de Engajamento da Plataforma PPA), Marcelo Fukunaga (Diretor executivo da Coopafasb) e Valdivino Araújo (Sócio-fundador da Coopes). O encontro, que acontece quinzenalmente, foi mediado por José Vitor Bomtempo (Coordenador do GEBio da Escola de Química da UFRJ).
José Vitor iniciou relembrando uma série de seis episódios do Café com Bioeconomia sobre os diferentes biomas brasileiros e destacando que no Café de cooperativas o olhar seria inter-biomas. Ao longo do evento os participantes foram questionados sobre os desafios para o desenvolvimento das cadeias representadas por cada um e provocados a refletir sobre como seria a atuação de suas respectivas instituições se estivessem inseridas em outros biomas. A presença de mulheres e jovens nas cooperativas também foi tema da discussão.
Eduardo apontou que na Amazônia há muitas questões estruturantes como fatores limitantes, seja na questão logística, de acesso ou comunicação. Então, segundo ele, torna-se muito importante produzir as coisas localmente e fortalecer quem está na base por meio do ato cooperativo. Para Eduardo, as mulheres na Amazônia são as grandes responsáveis pela detenção e transmissão do conhecimento local, além de estarem envolvidas na etapa de produção e em outros processos essenciais. Sobre a permanência do jovem nas comunidades, ele destacou que a PPA procura fortalecer modelos de governança participativos em que estejam presentes mulheres, idosos e jovens.
Marcelo explicou que a Mata Atlântica é muito rica em frutas nativas nutritivas pouco conhecidas. Um exemplo é o fruto da juçara, que no estado de São Paulo quase foi extinto por causa da extração do palmito. A Coopafasb realizou trabalho de criação de cadeia de valor do fruto preservando o meio ambiente e empregando o sistema de cooperação. Marcelo comentou que no âmbito da pesquisa, especialmente falando de agroecologia, faltam estudos, e que na extensão rural faltam políticas públicas para auxiliar no desenvolvimento, embora perceba que com boa articulação e atuação em rede, essas políticas começam a ser construídas.
Valdivino, que representou a Caatinga com a Coopes, e tem como carro-chefe o licuri, indicou que pouco mais de 80% da organização é composta por mulheres, inclusive em cargo de diretoria. Além disso, esclareceu que desde o início da cooperativa a presença de parceiros estratégicos foi o que viabilizou o desenvolvimento da cadeia, até mesmo colocando o licuri no ramo farmacêutico. Ele destacou também, que independente do bioma, realizar o desenvolvimento econômico garantindo a preservação da espécie e da cultura do povo, e inserindo as famílias de baixa renda das comunidades tradicionais é sempre um desafio. Valdivino finalizou salientando que as trocas de experiências e parcerias são muito enriquecedoras e estimulando os participantes a fazerem intercâmbio para conhecerem as realidades de outras cooperativas.
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Café com Bioeconomia #33: Oportunidades e desafios da bioeconomia na indústria de embalagens
A edição do dia 5 de julho de 2023 do Café com Bioeconomia reuniu André Badaró (Gerente de desenvolvimento de mercado da Klabin), José Alexandre Simão (Pesquisador líder de projetos de inovação da UNIPAC) e Stelvio Mazza (CEO da Já Fui Mandioca!). O encontro, que acontece quinzenalmente, foi mediado por Manoel Lisboa Neto (Diretor da Plasticxperience).
Manoel abordou a competitividade brasileira em relação a outros países, além dos principais trade-offs entre uso de materiais biodegradáveis e renováveis e a disponibilidade de recursos naturais para a produção de embalagens em grande escala. Ele lembrou ainda que, há cerca de 20 anos, o Brasil não tinha agenda de sustentabilidade tão forte e indagou se o cenário atual possui a capacidade de fomentar a bioeconomia.
Para André, o que impulsiona a bioeconomia é o mercado e, nesse sentido, é necessário haver mais conscientização da população para que os valores dos produtos, que muitas vezes não são competitivos com os de origem fóssil, possuam maior aceitação. Para ele, é papel da indústria otimizar os processos para melhorar desempenho e reduzir custos, mas o governo pode auxiliar na sensibilização da população quanto aos impactos ambientais daquilo que consome. André comentou também que a Klabin vem estudando o uso de nanotecnologia para aprimorar propriedades de barreira do papel.
José Alexandre acredita ser necessário migrar do modelo de economia linear para circular. Ele destacou a grande complexidade social existente no Brasil, que configura um obstáculo para impulsionar o mercado, e citou o uso de ferramentas de análise de ciclo de vida como indicador do desempenho ambiental dos produtos. José falou ainda sobre como o conceito de biorrefinarias chegou para romper com o receio de competição com alimentos a partir do aproveitamento integral da biomassa.
Stelvio, por sua vez, abordou a dificuldade da Já Fui Mandioca em competir com o mercado de plásticos, devido aos desafios adicionais inerentes ao uso de materiais naturais e ao fato de não haver ainda ecossistemas desenvolvidos para os produtos. Ele acredita que o Brasil está atrasado tanto no uso de matérias-primas quanto na etapa de transformação de embalagens renováveis, pois o país possui dificuldades em seu ambiente de negócios, o que gera empecilhos também à inovação.
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Produção de biocombustível a partir de tamarindo é tema de pesquisa do Cetep
Polpa de tamarindo fermentada é utilizada na produção de etanol pelo Cetep.
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